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domingo, 12 de fevereiro de 2012

Aniversário, Bolo de Vidro e Vinicius de Moraes


Soneto de aniversário
Vinicius de Moraes

Passem-se dias, horas, meses, anos
Amadureçam as ilusões da vida
Prossiga ela sempre dividida
Entre compensações e desenganos.

Faça-se a carne mais envilecida
Diminuam os bens, cresçam os danos
Vença o ideal de andar caminhos planos
Melhor que levar tudo de vencida.

Queira-se antes ventura que aventura
À medida que a têmpora embranquece
E fica tenra a fibra que era dura.

E eu te direi: amiga minha, esquece...
Que grande é este amor meu de criatura
Que vê envelhecer e não envelhece. 

(Rio, 1942)

Texto extraído da antologia "Vinicius de Moraes - Poesia completa e prosa", Editora Nova Aguilar - Rio de Janeiro, 1998, pág. 451.

Conheça a vida e a obra do autor em "
Biografias".


Gostei Desta foto porque achei o olhar muito expressivo.
Aniversariante - Mônica Pimenta























Como com o olhar... Com o cheiro... Com as texturas... 
E quase erótico.
Não sei se eu passei da fase oral.
Não queria que Niver do Blog passasse em branco... 
Então escolhi o vermelho. 
Tem sido muito bom este contato com outras pessoas (virtuais).
O blog também ajuda para aliviar a pressão.

Ingredientes:
Massa:
6 ovos
150 gr de açúcar
150 gr farinha
Recheio:
250 gr de leite
1colher chá aroma baunilha
3 gemas
50 gr açúcar
50 gr farinha maizena
250 gr de morangos
2 pacotes de gelatina de morango
1 lt de água




Preparação:
Massa:
Colocar o acúcar no copo até reduzir em pó e reservar
Bater as claras em castelo e reservar
De seguida bater as gemas com o açúcar em pó, vel 4, 6 min
Colocar a farinha e bater 1 mi, vel 4Juntar as claras em castelo e bater vel colher 30seg
Colocar a massa em duas formas previamente untadas com manteiga e polvilhadas com farinha
Vai ao forno previamente aquecido a 180º cerca 10 a 15 minutos.
Recheio:
Colocar no copo o leite e a baunilha 5 min tem 90, vel 1 e reservar
colocar as gemas e o açúcar e bater 3 min, vel 4
Juntar a maizena e bater mais um pouco
Juntar o leite a em fio e bater durante 2min vel 4, temp 90º
Reservar
Deixar arrefecer.


Montagem:
Como a minha forma de aros é pequena tive que curtar o bolo
Com a ajuda de um prato mais pequeno curtei o excesso do bolo
Fazer nas 2 partes do bolo
Colocar o recheio por cima do 1º bolo e barrar, (podem rechear com alguns morangos) colocar a outra metade do bolo e barrar novamente com o creme
Colocar os morangos por cima, para enfeitar e se der tambem nos lados
Colocar o aro da forma e fechar
Fazer a gelatima conforme indicações da embalagem
Dexar arrefecer
Quando a gelatina estiver mais fria, deitar um pouco na forma onde temos o bolo e vai ao frio deixar arrefecer um pouco e juntar mais gelatina.
Ir fazendo aos poucos para que a forma não derrame o liquido da gelatima.
Cada vez que se coloca a gelatina colocar o bolo no frio.
Fazer as camadas de gelatina até cobrir por completo os morangos.
Deixar no frio cerca de 30 minutos.
Para desenformar é só abrir o aro com um pouco de jeitinho para a gelatina não partir
Servir
* * *
BOM APETITE
* * *
Gente também gosto do gosto da poesia...
Apreciem em moderação. Não engorda...
mas pode viciar...

Márcia Araújo 

http://poetamarciaaraujo.blogspot.com/

De repente um ponto de calor desponta, se espalha formando ondas de calor por cada poro que passa, transforma-se em um rastro incandescente, que queima toda pele, vira uma bola de fogo ao encontrar o cérebro.Começam as vertigens, os delírios, os sussurros (audaciosos até!), calafrios se misturam ao calor!É uma viagem na qual queremos chegar ao destino, mas ao mesmo tempo protelamos ao máximo a chegada.Quando “desembarcamos” um sentimento de fraqueza meio misturado com submissão... O pensamento é como um barco a vela com ventos por todos os lados, não consegue se fixar e passa de uma coisa a outra sem muito nexo.O corpo acompanha este velejar inconstante, até que dois braços o envolvem fazendo “ancorar” em um cais que se transforma em um tronco humano, é o peito que exala um perfume natural e agradável, de onde é possível escutar as batidas de um coração que há pouco estava desordenado, e agora marca o compasso junto ao de outro ser,então é grande a paz que se faz, é um relaxamento total dos músculos, é como estar em uma apresentação de orquestra sinfônica tamanha harmonia!Lança-se um olhar que diz muito, acende-se um cigarro e observando a fumaça pensa-se: Como é maravilhoso o dom de sentir e dar prazer a outra pessoa!Em especial a outra pessoa sendo você!Um beijo rápido, um toque suave... Um simples roçar de pele, para novamente aquele ponto ressurgir e recomeçar a viagem que sempre é uma nova aventura.
* * *

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

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A Princesa que Queria ser Bonita
Era uma vez uma princesinha muito infeliz, porque não era bonita como achava que uma princesa devia ser. Todo o dia se sentava muito triste no jardim e chorava de dar pena, porque achava que nenhum príncipe faria dela uma rainha.
Um dia estava sentada perto do muro do jardim, quietinha, com aquela tristeza toda, quando passou na estrada uma velhinha, muito curvada, carregando uma trouxa. A velhinha viu a menina do outro lado do muro e perguntou:
- Por que chora, princesinha?
- Porque não sou bonita – respondeu a princesa -, e assim nunca vou ser rainha.
- Por que você não sai andando pelo mundo até encontrar alguém que a faça bonita? Perguntou a velha e continuou seu caminho. A princesinha achou que seria uma grande aventura e, saindo pelo portão do palácio, pôs-se a andar. Procurou a velhinha, mas ela tinha desaparecido sem deixar rastro, como se tivesse sido tragada pela poeira da estrada. Antes que a princesa se afastasse muito, encontrou um menino que vinha tateando e tropeçando, como se fosse muito difícil encontrar o caminho certo. Quando ela chegou bem perto, o menino tocou a manga de seda do vestido dela e perguntou:
- Aonde você vai?
- Vou procurar alguém que me faça bonita – respondeu ela. – Senão, nunca serei rainha.
- Pode me ajudar primeiro? – pediu o menino. – Sou cego e não sei voltar para casa.
A princesinha pegou a mão do menino e andou junto com ele, guiando-o com muita gentileza, até chegarem a uma casinha na beira da estrada, onde ele morava.
Voltou correndo à estrada, para continuar a viagem, pois achava que tinha perdido tempo. Mal tinha começado a andar, encontrou uma menina chorando à margem do bosque. Quando a menina avistou a princesa, perguntou:
- Aonde você vai?
-Vou procurar alguém que me faça bonita - respondeu ela. _ Senão nunca serei rainha.
- Pode me ajudar primeiro? – pediu a menina. – Minha mãe está doente e fui à leiteria buscar leite e ovos para ela, mas disseram que preciso pagar e não tenho dinheiro.
A princesa abriu a bolsinha dourada que levava pendurada à cintura. Tinha apenas duas moedas para se manter durante a viagem, mas pegou uma reluzente moeda de ouro e deu para a menina, dizendo:
- Tome para comprar o leite e os ovos para sua mãe.
A menina sorriu, e o sorriso dela brilhava tanto de felicidade que iluminou as duas, como se fosse um raio de sol.
“Agora preciso me apressar”, pensou a princesinha. “Já está ficando tarde e não estou nem um pouco mais bonita do que quando saí de casa”. Continuou andando e, numa curva do caminho, encontrou de novo a velhinha que a tinha aconselhado a correr o mundo.
- Fez o que aconselhei?- perguntou a velha.
- Sim – disse a princesa. – Mas ainda sou feia! – e baixou a cabeça, entristecida.
- Ah, isto é que não – disse a velhinha. – Veja só! – E, pegando um espelho, levantou-o diante do rosto da princesa.
E ela viu que uma coisa espantosa tinha acontecido. Por ter conduzido com a luz dos seus olhos o menino cego, os olhos estavam grandes e luminosos como duas estrelas. Seus cabelos tinham se tornado dourados e reluzentes como a moeda de oura que dera à menina.
- Então, um dia, serei rainha? – perguntou a princesa, encantada com a sua visão no espelho.
A velhinha remexeu na trouxa, tirou de lá uma pequena coroa de ouro e colocou-a na cabeça da princesinha, dizendo:
- Você já é uma rainha, querida!
Fonte: William J.Bennett – Livro das virtudes II
http://www.aletria.com.br/

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Paty no seu Quinto pedaço de bolo.
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Érika Rodrigues, Dona Dirce, Nice Baêta.

Érika Rodrigues, Dona Dirce, Paty Penha (Fotografa).

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