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terça-feira, 10 de abril de 2012

Gosto dos venenos mais lentos


Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes… tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? Eu adoro voar!
Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre



Clarice Lispector

sábado, 10 de setembro de 2011

Bolo Pudim e Clarice Lispector


É incrível mas é verdade, a massa do bolo fica inteiramente separada da massa do pudim. O segredo desse fato está no fato que a massa do bolo é mais aerada do que a massa do pudim, que assim sendo, fica um pouco mais densa e concentra-se no fundo da forma, quando desenformado fica por cima.

Ingredientes:


Para o Bolo
1 1/2 xícara de chá de farinha de trigo
1/2 xícara de chá de chocolate em pó (não use achocolatado)
1/2 xícara de chá de manteiga (150g)
1 xícara de chá de açúcar
2 ovos
3/4 de xícara de chá de leite
1 colher de sopa de fermento em pó
Para o Pudim
1 lata de leite condensado (de boa qualidade)
1 1/2 xícara de chá de leite
4 ovos
2 colheres de sopa de maisena
Para o Caramelo
1 1/2 xícara de chá de açúcar
Modo de Preparo:
Para o caramelo, coloque o açúcar em uma forma de furo central com 25 cm de diâmetro e leve ao fogo baixo sem mexer, até derreter e formar um caramelo. Retire do fogo com o auxílio de uma luva térmica e deixe esfriar.
Para o bolo, bata todos os ingredientes numa batedeira, exceto o fermento, até ficar homogêneo, acrescente o fermento e misture delicadamente com o auxílio de um fuet. Coloque a massa na forma caramelada e reserve.
No liquidificador bata todos os ingredientes do pudim por dois minutos, despeje com cuidado sobre o bolo e asse em forno médio coberto com papel alumínio por aproximadamente 1 hora, retire do forno, deixe esfriar, e leve à geladeira por 4 horas, desenforme e sirva.





Receita cedida gentilmente pelo Chef de Cozinha – Leleo Felicio
http://leleolirafelicio.blogspot.com


Papo de Cozinha

@@@

Imagem do Google


Eu que simbolicamente
morro várias vezes só para
experimentar a ressurreição…


Clarice Lispector

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

IT e Pêras ao Vinho

Duas mulheres, em um espaço/tempo indeterminado, falam ao público sobre suas visões de mundo, anseios e experiências. Os limites da comunicação, a solidão, a revolta contra a morte, a palavra poética e a tentativa de apreensão do tempo são os temas que permeiam essas falas, carregadas de um humor histérico. Inspirado em “Água Viva”, de Clarice Lispector, e em obras de outros autores.
Meus queridos fiz uma seleção de alguns textos que nortearam a peça, Bjs, Nice.


Imagem retirada do Gloogle

“Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes… tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? Eu adoro voar!
Não me dêem fórmulas certas, por que eu não espero acertar sempre. Não me mostrem o que esperam de mim, por que vou seguir meu coração. Não me façam ser quem não sou. Não me convidem a ser igual, por que sinceramente sou diferente. Não sei amar pela metade. Não sei viver de mentira. Não sei voar de pés no chão. Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre”


“Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento.”

“Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite.”

“É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que
tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo.”

“Mas tenho medo do que é novo e tenho medo de viver o que não entendo - quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação.”
“O que eu sinto eu não ajo.
O que ajo não penso.
O que penso não sinto.
Do que sei sou ignorante.
Do que sinto não ignoro.
Não me entendo e ajo como se entendesse.”

“Sou como você me vê,
posso ser leve como uma brisa,
ou forte como uma ventania,
depende de quando,
e como você me vê passar.”

A poesia me deixou com fome.



Pêras ao Vinho Tinto

Ingredientes:

- 4 pêras firmes
- Suco de 1 limão
- 2 xícaras (chá) de açúcar
- 2 xícaras (chá) de vinho tinto - de preferência, seco
- 1/2 xícara (chá) de vinho do Porto
- 1/2 xícara (chá) de xarope de groselha
- Raminhos de hortelã para decoração

Modo de Preparo:

Descasque as pêras inteiras e coloque de molho em água com limão
para que não escureçam. Reserve. Numa panela, misture o açúcar, o
vinho tinto, o vinho do Porto e a groselha, deixando ferver por 5
minutos.

Acrescente as pêras e cozinhe por 30 minutos, até ficarem macias.
Retire as pêras delicadamente com uma escumadeira e reserve. Leve
a calda de volta ao fogo e cozinhe por mais 15 minutos ou até
engrossar um pouco.

Coloque as pêras em pratos individuais, regue com a calda e
enfeite com raminhos de hortelã. Podem ser servidas quentes ou
frias. Se quiser, sirva fria com chantilly ou sorvete de creme.

Seria uma boa Pedida.

sábado, 3 de julho de 2010

Niver - Encontros e Reencontros

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Gente dia 02 de Julho a noite a Mônica passou aqui e me deu uma Rosa Branca. Era o dia o meu aniversário. Comemos pizza e conversamos muito sobre a vida. Sobre os nossos planos, carreira, amores, sapatos, poesia, Clarice Lispector, sobre o tempo e como tem passado tão depressa, sobre planos para o futuro. Começamos a vasculhar os meus dois Blogs:
Minha Casa, Meu Corpo, Minha Alma ( http://carandaieaqui.blogspot.com/ ) e o Histórias de uma Contadora ( http://vouemboraparaparsagada.blogspot.com/ ).
Ela levou alguns textos para uma colega que dá aula junto com ela.
Foi uma noite divertida. Deixo para vocês um texto que faz uma reflexão sobre o valor da amizade. E de como precisamos das pessoas, principalmente os amigos, para enchergar a nós mesmos. Bjs, Nice.
* * *
A Lenda de Narciso
Narciso era um belo rapaz que todos os dias ia contemplar sua beleza num lago.
Era tão fascinado por si mesmo que certo dia caiu dentro do lago e morreu afogado.
No lugar onde caiu, nasceu uma flor, que chamaram de narciso.
Quando Narciso morreu, vieram as Oreiades - deusas do bosque - e viram o lago transformado,
de um lago de água doce, num cântaro de lágrimas salgadas.
- Por que você chora? - perguntaram as Oreiades.
- Choro por Narciso - respondeu o lago.
- Ah, não nos espanta que você chore por Narciso - continuaram elas.
Afinal de contas, apesar de todas nós sempre corrermos atrás dele pelo bosque,
você era o único que tinha a oportunidade de contemplar de perto sua beleza.
- Mas Narciso era belo? perguntou o lago.
- Quem mais do que você poderia saber disso?
- responderam surpresas as Oreiades.
- Afinal de contas, era em suas margens que ele se debruçava todos os dias.
O lago ficou algum tempo quieto e por fim disse:
- Eu choro por Narciso, mas jamais havia percebido que Narciso era belo.
"Choro por Narciso porque,
todas as vezes que ele se deitava sobre minhas próprias margens
eu podia ver, no fundo dos seus olhos minha própria beleza refletida."


* * *
ÉRIKA ME MANDOU ESTÁ MÚSICA
Resposta ao Tempo
Nana Caymmi

Composição: Aldir Blanc/Cristovão Bastos

Batidas na porta da frente
É o tempo
Eu bebo um pouquinho
Prá ter argumento

Mas fico sem jeito
Calado, ele ri
Ele zomba
Do quanto eu chorei
Porque sabe passar
E eu não sei

Num dia azul de verão
Sinto o vento
Há fôlhas no meu coração
É o tempo

Recordo um amor que perdi
Ele ri
Diz que somos iguais
Se eu notei
Pois não sabe ficar
E eu também não sei

E gira em volta de mim
Sussurra que apaga os caminhos
Que amores terminam no escuro
Sozinhos

Respondo que ele aprisiona
Eu liberto
Que ele adormece as paixões
Eu desperto

E o tempo se rói
Com inveja de mim
Me vigia querendo aprender
Como eu morro de amor
Prá tentar reviver

No fundo é uma eterna criança
Que não soube amadurecer
Eu posso, ele não vai poder
Me esquecer

Respondo que ele aprisiona
Eu liberto
Que ele adormece as paixões
Eu desperto

E o tempo se rói
Com inveja de mim
Me vigia querendo aprender
Como eu morro de amor
Prá tentar reviver

No fundo é uma eterna criança
Que não soube amadurecer
Eu posso, e ele não vai poder
Me esquecer

No fundo é uma eterna criança
Que não soube amadurecer
Eu posso, ele não vai poder
Me esquecer

Abraços!
Mulheres do Samba.

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