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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Ouro Preto - Terra Crua - Pau-a-Pique

"Não vês que somos viajantes? E tu me perguntas: "O que é viajar?" Eu respondo com uma palavra; É avançar! Experimentas isto em ti. Que nunca te satisfaças com aquilo que és, para que sejais um dia aquilo que ainda não és. Avança sempre; não fiques parado no caminho."

(Santo Agostinho)


Pau-a-pique
O pau-a-pique consiste em uma estrutura construída com paus que são frequentemente, roliços, colocados perpendicularmente entre o baldrame e o frechal.

Nas estruturas antigas, os paus-a-pique são fixados através e furos feitos nas peças horizontais que as compõe. Sobre esses paus são colocados, dos dois lados, varas no sentido transversal e amarados com cordas ou fibras vegetais.
Desta forma, se constrói uma trama ou armadura capaz de receber e sustentar o barro, que irá preencher os vazados desta armação. Os intervalos entre os paus-a-pique variam em torno de um palmo, sendo que os as varas são um pouco menor (1/2 palmo). O barro então é jogado, apenas com as mãos, o que tornou está técnica conhecida pelo nome de “pescoção, tapona, sopapo, taipa de mão ou taipa e sebe.”


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Fonte: “MANUAL DE CONSERVAÇÃO PREVENTIVAS PARA EDIFICAÇÕES" – NONUMENTA / IPHAN. Ofícios escola de Arte – RODRIGO MELO FRANCO E ANDRADE.


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"Barro e Sopro"


(Oswaldo Antônio Begiato)


As pessoas


intensas


imensas


e densas


são feitas


de barro,


de sopro...


De barro


para que as sementes


germinem.


De sopro


para que as sementes


se espalhem.


Tudo mais


é pedra,


é vácuo.


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